sexta-feira, 31 de julho de 2015

MERCADO IMOBILIÁRIO E SEU PANORAMA ATUAL

               Panorama atual do mercado imobiliário



                 Apesar da onda de pessimismo alardeada por muitos, vê-se que este é um momento de análises e atenção, mas não é um momento para desespero desmedido.
                    O mercado  imobiliário está em adaptação. As vendas estão equilibradas, mesmo com poucos lançamentos. É um mercado que cada vez mais caminha com maturidade, como deve ser.

          É um mercado com muitas oportunidades ainda a serem exploradas, mas que precisa de análises, de um olhar mais apurado e profissional. Afinal, o país de uma forma geral passa por grandes mudanças, e o no mercado imobiliário não é diferente.

                 Novas regras terão que ser analisadas e implementadas para flexibilizar e diversificar o financiamento imobiliário. O mercado já dá sinais desta readequação. A CEF, por exemplo, mesmo com a redução dos financiamentos, já estuda outras formas de adaptar o acesso ao crédito, como o aumento da faixa de financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com a sugestão de passar o limite atual de R$ 190 mil (para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e no Distrito Federal) para o teto para R$ 300 mil (voltado para financiar habitação popular e o programa Minha Casa, Minha Vida).

              Outra coisa importante a compreender é que mais do que nunca, vendedores e compradores terão que conversarem mais e se adaptarem a nova realidade. O escambo está de volta. Para as vendas e compras de imóveis serão aceitos outros imóveis, carros, lanchas, viagens, parcelamentos como era antigamente.

                 Ressaltamos, que uma análise isolada, simplória e precipitada desta prática poderia nos levar a entender a volta dos fatores elencados acima como um retrocesso, porém, é preciso ir além, e ter uma visão de futuro, tendo na retomada destas formas de negociação uma oportunidade de aprendizado e de crescimento maduro do mercado.



- Financiamento Habitacional - 
Impacto no preço dos imóveis 



             As linhas de crédito são importantes para movimentar o mercado, elas atuam como um dos principais pilares para o aquecimento do setor. Com a maior disponibilidade de financiamento, a compra do imóvel fica mais acessível e as pessoas são estimuladas a comprar.

                 E o contrário também é verdadeiro, ou seja, com a retração do crédito, as pessoas são desestimuladas a comprar. Se antes era possível financiar até 80% do valor do imóvel, hoje este percentual caiu para até 50%, ou seja, pode chegar até 50% ou não, o que em muitos casos limita o potencial de compra dos clientes.

                 Então, as construtoras e imobiliárias estão se adaptando a esta realidade. Muitas empresas já estão segurado a margem ou trabalhando com o estoque e freando os lançamentos e até mesmo estão mantendo os preços, ou seja, não fizeram uma atualização de suas tabelas. Outras estão também ampliando suas formas de negociação, aceitando automóveis, por exemplo, como pagamento.

                     É claro que não podemos generalizar. O mercado deve ser visto em suas particularidades. O Brasil é muito grande e nós temos hoje regiões com o preço de imóvel crescendo e temos regiões com preço de imóvel diminuindo e outras ainda em que os preços se mantem. Então, é preciso analisar os mercados de forma pontual. Mas de uma forma geral, o mercado está em equilíbrio de preço.

               Percebe-se que as empresas estão cada vez mais maduras e conscientes do desafio do setor e por isso tem planejado melhor as suas ações. Por isso, não se vê um mercado com tendência a quedas abruptas nos valores dos imóveis.

             Mesmo com os lançamentos parados em algumas regiões, vemos que os custos da produção estão subindo e é possível que daqui há um período, não muito longo, os valores dos imóveis comecem a subir, porém de uma forma equilibrada.


                Desse modo, considera-se que o mercado voltará a ter um ritmo mais acelerado de crescimento a partir do segundo semestre de 2016, mas até lá o mercado imobiliário passará por alguns ajustes.

Fonte: Palestrante Guilherme Machado
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