terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ela ajudou vítimas do tsunami e abriu rede de comida tailandesa no Brasil



Foto de divulgação
A chef de cozinha paulistana Mill Dellatore, 30, era ainda uma estudante de gastronomia na Austrália quando o tsunami atingiu a Tailândia, em 2004. Ela era voluntária da Cruz Vermelha e, menos de dois dias depois da tragédia, chegou ao país para prestar socorro às vítimas...
Apaixonou-se pelas pessoas, pela cultura e pela gastronomia local, tanto que, dez anos depois, fundou uma rede de comida tailandesa no Brasil, a Khea Thai.

"A gente não vende gafanhoto nem barata. A culinária tailandesa tem carne vermelha, frango e temperos parecidos com os usados no Brasil, como leite de coco, coentro e pimenta", diz Dellatore.

O restaurante foi inaugurado em 2014, em São José do Rio Preto (438 km a noroeste de São Paulo). A franquia custa a partir de R$ 139 mil para o modelo express, que atende apenas delivery. O valor inclui custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro.

Para um restaurante com salão, o investimento é a partir de R$ 190 mil. O faturamento médio mensal é de R$ 79 mil, com lucro de 18% a 25%, ou seja, de R$ 14,2 mil a R$ 19,7 mil. O retorno do investimento se dá a partir de 12 meses. Os dados foram fornecidos pela empresa.

A meta é expandir pelas capitais e por cidades turísticas que não tenham restaurantes tailandeses. Shopping centers e food trucks também estão nos planos da empresa. O food truck está sendo testado também em São José do Rio Preto.

Quer chegar a 25 unidades em 2017

O planejamento inicial previa 15 unidades até o final de 2017, mas, devido à alta procura, pretende chegar a 25, segundo Dellatore. Ela tem como sócia a amiga jornalista Malu Pontes, 39. Vem daí o nome do restaurante: Khea Thai significa "tailandês delas".

O restaurante é à la carte e o público-alvo são as classes AB. Os pratos têm preço médio de R$ 50.

"Na Austrália, há um restaurante tailandês em cada esquina, praticamente. Já morei na Europa e nos EUA, onde a cozinha tailandesa também faz sucesso. Na volta para o Brasil, vi que esse nicho era mal explorado aqui. Foram dois anos de pesquisa antes de inaugurar", declara.

Além do restaurante e do food truck, ela também fornece alimentos para eventos como formaturas, casamentos e jantares.

Negócio tem potencial em locais onde há público

Para a consultora especializada em franquias Ana Vecchi, da Vecchi Ancona, o negócio tem potencial. "Os brasileiros estão viajando mais e mais abertos à cultura e à gastronomia internacional."


A margem de lucro de 18% a 25% do faturamento é elevada para o segmento de alimentação, segundo a consultora. "A média é de 10% a 15%, principalmente agora, em período de crise."

O local onde a franquia será instalada é outro ponto que merece atenção. "Não é porque não tem concorrência que o negócio dará certo. Às vezes, não existe um restaurante tailandês no local porque não há demanda, as pessoas não se interessam ou o nicho é pequeno para sustentar a operação."
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