quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Material escolar mais caro na cidade em 2017


Foto de divulgação
Aumento nos impostos, inflação e matéria-prima vão afetar o bolso dos pais. A dica, segundo a CDL, é aproveitar descontos à vista

Pagar dívidas, comprar presente de Natal, programar um lugar para passar as férias. O fim de ano vem chegando e muita gente ainda não tem ideia do que fazer com o 13º salário. Mas, para quem tem filho na escola, uma coisa é certa neste período: planejar a compra de material escolar para 2017. O problema é que em ano de crise e recessão econômica, o que já não era barato pode ficar ainda mais caro.

De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), a expectativa é de um reajuste entre 5% e 10% no valor dos materiais escolares, isso sem levar em conta a inflação do país, que deve fechar acima de 7%. Um dos motivos, conforme a Abfiae, é o aumento no valor de matérias-primas como o papel, que teve um acréscimo superior a 22% neste ano, assim como outros materiais.

Como não dá para fugir da inflação e alta nos impostos, a dica para quem quer economizar é não esperar até janeiro e aproveitar os descontos que muitas papelarias estão oferecendo nessa época do ano.

O presidente da Câmara Setorial de Papelarias da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), Adriano Boscatte, explica que os lojistas já se conformaram com a ideia de uma redução no valor médio gasto pelos pais daqui para frente, e partiram para a estratégia de cobrir os preços da concorrência. “A ideia é aproveitar que muitos produtos ainda não encareceram”, explica. “O consumidor nesse ano está com a expectativa de pagar suas dívidas e evitar parcelamentos de longo prazo. Para aproveitar essa mudança no comportamento, muitas papelarias estão dispostas a negociar preços e oferecer bons descontos para pagamento à vista”, relata Adriano.

Outra estratégia adotada pelo setor é investir em marcas mais baratas. “Os pais já nos procuram querendo o mais barato”, relata Boscatte. “Um pai que iria comprar um caderno de super-herói vai acabar comprando um modelo tradicional, por exemplo, que é muito mais barato e funciona do mesmo jeito. É a nova realidade”, conclui.  





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